segunda-feira, 16 de maio de 2011

O papel do educador na sociedade atual

O principal objetivo desta aula é discutir o papel do educador frente a uma nova proposta educacional. Observando a mudança no papel do professor, de detentor de todo o conhecimento para um parceiro na construção.

A sociedade vive o ápice da informação e do seu desenvolvimento tecnológico e econômico, em que é natural a aquisição de novos hábitos incorporados à forma de viver, de trabalhar, de se organizar e, também, de fazer educação.

A escola, por ser reconhecida como um espaço de construção do conhecimento e do exercício da educação vem sendo o centro de muitas discussões sobre a postura a ser adotada frente às mudanças que vivemos atualmente.


A Sociedade de consumo

A globalização e os processos de mudanças constantes impostos à sociedade vêm produzindo certa homogeneização cultural, transformando tradições e características típicas de determinados povos em algo descartável. Homens e mulheres da sociedade ocidental e mesmo de alguns países da sociedade oriental têm se transformado em seguidores de tendências, o que se reflete também no ambiente educacional.

O nosso desafio é pensar de que forma todas essas mudanças relacionadas à subjetividade vêm atingindo a educação, a escola, a prática educacional e, consequentemente, o professor. Afinal, a escola, por meio do seu processo de ensino, tem um papel fundamental no mundo globalizado. Por isso é tão urgente a revisão do processo de ensino-aprendizagem e dos conteúdos que estão sendo trabalhados.

Para Pedro Demo (2000), “o conhecimento é fundamentalmente um fenômeno de desconstrução, em dupla via: mostra primeiro como a realidade é, decompondo-a em suas partes, ou seja, desfazendo as aparências; mostra depois como toda teoria sobre a realidade é incompleta, porque todo discurso cientifico é hermeneuticamente circular”.

Podemos dizer que a escola tem negligenciado o seu papel de formar cidadãos críticos, evitando o consumo de ideologias que tornam as relações humanas produtos descartáveis e que se sedimentam não apenas no território prático das profissões, mas também no que concerne ao significado ontológico da palavra vida.

Podemos dizer que a escola tem negligenciado o seu papel de formar cidadãos críticos, evitando o consumo de ideologias que tornam as relações humanas produtos descartáveis e que se sedimentam não apenas no território prático das profissões, mas também no que concerne ao significado ontológico da palavra vida.
Isso nos faz lembrar do “Mito/Alegoria da Caverna” do filósofo e matemático Platão (428-374 a.C.). Você deve se lembrar dessa história. Ela foi escrita no livro VII da obra A República e questiona a condição de escuridão na qual a humanidade está aprisionada e como podemos buscar a libertação. Será que a escola pode ajudar a formar esses “seres humanos livres”?

Referencias:

Aula 3. Design de atividades e tarefas. Disponível em http://www.lanteuff.org/moodle/mod/resource/index.php?id=333. Ultimo acesso em 29 abr 2011.

CAMPOS, Fernanda C. A. et al. Fundamentos da educação a distância, mídias e ambientes virtuais. Juiz de Fora: Editar, 2007.

Santos, Mariângela da Silva. Fundamentos da Educação Contemporânea. São Paulo: Grupo Ibmec Educacional, 2010.